O roteiro

O roteiro

     Que percurso fazer numa volta a Europa? Bem, aqui está uma pergunta complicada e que nem sempre é fácil de responder porque tem muitas condicionantes, como : de que país é que se começa, ou em que altura ano é que estamos, bem como o orçamento e tempo disponível.

     No nosso caso, o tempo e o orçamento davam nos liberdade para tentar realizar o nosso objectivo, quer era visitar o máximo numero de países possível e foi o que fizemos.

     Quando começamos a juntar dinheiro não sabíamos quanto tempo íamos demorar por isso não sabíamos se íamos sair antes do verão ou no Inverno, o que mudava completamente o nosso percurso porque a nossa ideia geral era passar o Verão no Sul da Europa para aproveitarmos o calor e depois tínhamos outros objectivos como estarmos na altura das flores na Holanda, ir ao países nórdicos ( o que implicava não ir no Inverno, porque era impraticável para a caravana), e passar o Natal com uns amigos em Birmigham.

ETAPA 1

Portugal – Espanha – França – Inglaterra - Escócia

     Visto termos saído em Novembro de Massamá, e querermos passar o Natal em Inglaterra, estabelecemos o nosso primeiro objectivo, que era chegar a Escócia até ao final do ano, e lá fomos nós, rumo à Escócia !

     Decidimos passar pouco tempo em Portugal e Espanha porque são países que no futuro vamos ter sempre oportunidade de visitar, muito mais facilmente que o resto dos países, por isso ficamos apenas 8 dias em Portugal e Espanha.

     Fizemos França de uma ponta a outra, com tempo para uma semana no vale do Loire à espera de um especialista de electricidade para caravanas antigas, por causa de um problema eléctrico.

     Apanhámos o ferrie em Dunquerque e pagámos 69 , os dois e a AC, passado uma hora e meia chegámos a Dover em Inglaterra, dai até a Escócia foi basicamente sempre a subir.

Etapa 2

Escócia – Inglaterra – Pais de Gales - Inglaterra– França – Bélgica – Luxemburgo – França - Suiça

     Quando chegámos à Escócia só tínhamos realmente uma opção, que era ir para Sul e voltar para Inglaterra e das duas uma, ou fazíamos como tínhamos pensado, quer era ir a Irlanda e a Irlanda do Norte ,uma semana ou duas e depois voltar para Inglaterra novamente, ou deixar a Irlanda para outra oportunidade que foi o que acabámos por fazer, principalmente por causa do dinheiro e do tempo.

     A principal razão foi monetária, apenas os ferries são 400€, a juntar ao custo de ficar mais duas semanas a ter que trocar o dinheiro em Euros por Libras e em países mais caros do que a maioria dos passei europeus, fez com que tivéssemos optado por ter continuado a ir para Sul.

     Decidimos voltar por Poole, desembarcar na Normandia visto que na subida não tivemos oportunidade para ir.

     Neste momento tivemos que tomar a nossa primeira decisão realmente importante em relação ao trajecto da viagem, que era decidir se íamos para a Suíça e para a Áustria em pleno inverno, ou se íamos para outro sitio.

     A verdade é que não podíamos fugir do Inverno, a não ser se fossemos para o Sul da Europa, o que não queríamos, por isso decidimos ir viajando em direcção à Suiça e ir estando atento à meteorologia, porque viajar de caravana com temperaturas muito negativas, com estradas cheias de gelo e tudo muito frio não é algo muito agradável para além de ser perigoso.

     A verdade é que fomos descendo e o tempo foi sempre estando bom, aliás durante a semana que ficámos na Suíça apanhámos sempre céu azul.

Etapa 3

Suíça – Liechtenstein – Áustria – Alemanha – Áustria – Rep. Checa – Alemanha – Holanda

     Depois de chegarmos a Suíça aproveitámos a sorte com o tempo e seguimos pela região dos Alpes antes de voltarmos a ir para Norte, desta vez para a Holanda.

     Primeiro no Liechtenstein e depois na Áustria, pelo meio fizemos um desvio até à Alemanha para visitarmos um castelo que queríamos muito ver. Depois subimos para a Republica Checa e para a Alemanha que atravessámos totalmente até a Holanda.

Etapa 4

Holanda – Alemanha – Dinamarca – Suécia – Noruega – Suécia – Finlândia – Estónia

     Ficámos na Holanda umas semanas, antes de continuarmos para Norte desta vez para os países nórdicos, por esta altura já estávamos em Abril e o tempo já começava a ser menos preocupante, e neste momento já estávamos com muitas saudades do calor e com vontade de dar um mergulhinho.

     Apanhámos novamente um ferrie, desta vez de Estocolmo-Turko, que custou 260 €, e durou 11 horas, foi o nosso ferrie mais longo da viagem. Passado 5 dias apanhámos novamente um ferrie, de Helsínquia para Talin, por 140€ .

Etapa 5

Estónia – Letónia – Lituânia – Polónia – Eslováquia – Ucrânia – Hungria – Roménia – Sérvia – Bulgária – Grécia

     Por esta altura estávamos quase a meio de Maio e era altura de finalmente rumar a Sul em direcção a Grécia.

     Tínhamos cerca de 4 500 quilómetros para fazer e queríamos estar na Grécia a meio de Junho para aproveitarmos o Verão e o Sol, por isso decidimos ir o mais directo possível visitando a mesma todos os países que queríamos, escolhemos alguns sítios que queríamos mesmo ir como Budapeste, Cracóvia ou o parque Poloniny na Eslováquia e fomos ziguezagueando pelos países até a Grécia mais propriamente Atenas que foi o ponto mais a Sudeste que fomos. Agora era altura de regressarmos lentamente a Portugal.

Etapa 6

Grécia – Albânia - Montenegro – Bósnia – Croácia – Eslovénia - Itália – San Marino – Mónaco – França – Espanha – Portugal

     Quando chegámos à Grécia só havia uma opção, que era regressar pouco a pouco para Portugal, e foi isso que fizemos, praticamente sempre pela costa, aproveitando as lindas praias que o mediterrâneo tem para oferecer. Subimos os países Bálticos até Itália e depois foi sempre pela costa à exepção de Espanha até Portugal.

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14 comentários em “O roteiro

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