Rota de duas semanas nas Beiras | Praias Fluviais, Aldeias do Xisto e Aldeias Históricas

Após terminarmos a primeira etapa da construção da nossa carrinha, numa casa sobre rodas, decidimos fazer uma viagem por Portugal. O tempo que tínhamos era limitado, assim sendo queríamos aproveita-lo ao máximo.

Fomos sem grandes planos, só com uns traços gerais do que pretendiamos conhecer. Antes da viagem pensámos em ir até ao Gerês, mas rapidamente percebemos que era imossível. A região das Beiras (maior concentração no mapa), tem imensos sítios lindos. Fizemos uma viagem de 9 meses pela Europa, onde conhecemos vários locais imperdíveis, mas mesmo assim, conseguimos ficar surpreendidos e maravilhados com o que o nosso país tem para oferecer. Num raio tão curto, não tívemos em nenhum país, que tenha tantos pontos de Interesse como esta região de Portugal.  Assim, saímos de Lisboa em direcção a Tomar.

Fizemos então algumas praias fluviais, aldeias do xisto e aldeias históricas(clica para ir directamente para os artigos). A nível de alojamento, para nós foi fácil pois é só estacionar, mas quem viaje de carro existem parque de campismo e alojamentos locais espalhados um pouco por todo o lado nesta rota, basta procurar um pouco.

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Dia 1 | Tomar e praia fluvial do agroal

A nossa primeira paragem foi em Tomar. Nunca tínhamos visitado esta cidade, mas adorámos passear por lá. Fomos ao ponto de informação (fazêmo-lo sempre que existe) e descobrimos que há imensos museus gratuitos e como era domingo, o Convento de Cristo é Gratuito.

Seguimos para a nossa primeira praia fluvial, a do Agroal. Quando chegámos estava à pinha de pessoas e o estacionamento estava completamente cheio. Optámos por parar um pouco mais acima enquanto comíamos qualquer coisa e voltámos a descer a estrada mais para o final do dia. Quando viajamos para locais como este, em época alta, convém chegar sempre pela manhã. Para quem viaja de autocaravana, também pode chegar ao final do dia e pernoitar no local.

Rota: Tomar – Agroal

Dia 2 | Praia Fluvial de Cardigos

No dia seguinte viajámos em direcção à Praia fluvial de Cardigos e chegámos por volta das 16h. Vimos algumas autocaravanas na colina e decidimos ir juntar-nos ao grupo. Essa zona de estacionamento do parque tem uma vista privilegiada para as piscinas, está muito perto do café e tem uma zona para churrasco

A praia fluvial tem muitos espaços diferentes para se estar, tem espreguiçadeiras e uma área de acampamento para tendas. A água parece de uma autêntica piscina, ao que percebemos fazem um tratamento com cloro, o que lhe dá esta tonalidade.

Rota: Tomar – Agroal – Cardigos

Dia 3 | Praia fluvial de Bostelim e Aldeia do xisto de Gondramaz

No dia seguinte seguimos em direcção à praia fluvial de Bostelim. Um espaço muito verdinho, com área para autocaravanas e tendas de campismo. O espaço é muito harmonioso com a natureza. Estava um pouco nublado e acabámos por almoçar no local e seguir viagem para a nossa primeira aldeia do xisto.

Gondramaz fica no cimo da serra e o caminho é um pouco íngreme e com curvas. Estava uma neblina muito misteriosa quando saímos da autocaravana e fomos dar uma voltinha na aldeia, onde não se passava nada. A aldeia é pequena e muito calma, respira-se paz e tranquilidade.

Rota: Tomar – Agroal – Cardigos – Gondramaz

DIA 4 | Aldeia do xisto da Cerdeira, Candal e Talajal 

Depois de passarmos a vila da Lousã, iniciou-se o nosso trajecto sempre a subir, em busca das aldeias do xisto que se encontram nesta zona e próximas umas das outras. 

Quando vimos a placa da aldeia da Cerdeira, deparámo-nos logo a seguir com uma subida muito íngreme e a informação de que a aldeia ficava a 1,5Km. Não quisémos submeter a nossa autocaravana a um esforço ainda maior e decidimos ir a pé. A aldeia vista de longe é muito bonita e encantadora. Entramos por um caminho de pedra e começamos a explorar cada cantinho da aldeia. Tudo muito organizado e restaurado com bom gosto

Seguimos para a aldeia de Candal, poucos quilómetros à frente, deve ser possivelmente a mais avistada, pois fica mesmo ao lado da estrada nacional. Está enquadrada numa envolvente muito bonita e com muita flora. No alto da colina, toda em Xisto e a transmitir a paz, tranquilidade e ar puro, como quase todas que aldeias serranas.

Seguimos para a aldeia do Talasnal um pouco mais à frente. Talvez das mais procuradas, devido à sua proximidade com a vila, por uma caminhada pedestre. É totalmente em Xisto e foi também restaurada. 

Rota: Tomar – Agroal – Cardigos – aldeias da Lousã 

DIA 5 | VILA E PRAIA FLUVIAL DE CÔJA 

Em direcção a Côja e sem grandes expectativas demos de “caras” com uma praia fluvial muito agradável, com pranchas para saltar, café e um parque de campismo mesmo ao lado. Pernoitámos na vila que tem uma ponte romana muito gira, tem casas de banho pública e duche. 

Rota: Tomar – Agroal – Cardigos – Gondramaz -Côja

DIA 6 | CASCATA FRAGA DA PENA + ALDEIA E PRAIA FLUVIAL DO PIODÃO

No dia seguinte fomos em direcção a uma cascata, chamada Fraga da Pena, localizada na Serra do Açor. A cascata era límpida, mas muuito fria, de qualquer modo, esforçamo-nos e conseguimos dar um mergulhinho. 

Andámos mais uns quilómetros pelas maravilhosas paisagens da serra e deparámo-nos com a Aldeia do Piodão ao longe. É uma aldeia linda linda, com casinhas pequeninas e num cenário brutal. 

Aproveitámos para passar o final da tarde junto à praia fluvial, que ficava a um pequeno caminho em baixo da vila e não tinha ninguém.

Rota: Tomar – Agroal – Cardigos – Gondramaz -Côja – Fraga da Pena – Piodão

DIA 7 | PRAIA FLUVIAL FOZ D’ÉGUA E POÇO DA BROCA

Saímos do Piodão e parámos 4 km depois em em Foz d’Égua, uma autêntica maravilha da Natureza. A água provém do curso natural do rio e é muito limpa. Tem duas pontes muito elegantes em pedra em forma de arco. Demos uns mergulhos e fizemos uma caminhada e seguimos em direcção a Poço da Broca, que também ficava a poucos quilómetros de distância.

Poço da Broca foi uma surpresa, aliás uma agradável surpresa. Logo a seguir ao Piodão e Foz d’égua, vem este lugar. Tem três cascatas, totalmente distintas uma das outras, espaços diversificados, terreno acidentado e água muito límpida.

Rota: Tomar – Agroal – Cardigos – Gondramaz -Côja – Fraga da Pena – Piodão – Foz d’égua – Poço da Broca

DIA  8 | PRAIA FLUVIAL DE LORIGA

Seguimos para Loriga, situada no Parque Natural da Serra da Estrela. Vínhamos do lado de Vide e para chegar foram alguns quilómetros sempre a subir, até que se vê um espaço com muitos carros e ao passar em cima de uma ponte, vemos a praia fluvial do nosso lado esquerdo. 

A praia está num cenário muito bonito, com as montanhas por trás e uns pedragulhos que se fazem notar. Tem uma piscina grande, que ao fundo parece uma infinity pool, tem duas para crianças, com muito pouca profundidade e uma com rochas – em todas a água é muito límpida e cristalina.

Rota: Tomar – Agroal – Cardigos – Gondramaz -Côja – Fraga da Pena – Piodão – Foz d’égua – Poço da Broca – Loriga

DIA 9 | PRAIA FLUVIAL DO PAÚL E ALDEIA HISTÓRICA DE BELMONTE

Tivemos um pouco de dificuldade em encontrar a Praia Fluvial do Paúl, é o género de um “poço”, entre rochedos, com pequenas cascatas a fluir. Também se passa aqui uma bela tarde, mas demos um mergulho e seguimos para Belmonte.

Belmonte localiza-se no concelho de Castelo Branco e foi a primeira, das aldeias históricas que visitámos. O seu nome, deriva das palavras Belo e Monte, percebemos bem o porquê. A aldeia está muito bem estruturada, está tudo arranjadinho e tem antigos moradores, o que nos agrada e gostamos muito de estar em contacto com as pessoas locais.

Rota: Tomar – Agroal – Cardigos – Gondramaz -Côja – Fraga da Pena – Piodão – Foz d’égua – Poço da Broca – Paúl – Belmomte

DIA 10 | ALDEIA DO SABUGAL E ALDEIA HISTÓRICA DA SORTELHA

Sortelha encontra-se no concelho do Sabugal. Talvez por nunca termos ouvido falar desta aldeia, esta foi sem dúvida a que mais nos surpreendeu. Não estávamos preparados e muito menos à espera, daquilo que íamos presenciar.

Vínhamos do lado da torre sineira, a pensar que aquilo que víamos era a vila, quando nos deparamos com a Porta da aldeia da Sortelha. Assim que entramos, ficamos estupefactos. De facto, não estávamos mesmo à espera  da aldeia medieval que víamos. Parece um autêntico cenário de filme. Quase não havia pessoas, as casas construídas de granito da região, estavam muito autênticas e todos os recantos eram uma novidade.

Um local silencioso e intocado, um autêntico museu ao ar livre. Dentro deste anel medieval, está o castelo – a vista é fenomenal.

Sortelha
Sortelha

Rota: Tomar – Agroal – Cardigos – Gondramaz -Côja – Fraga da Pena – Piodão – Foz d’égua – Poço da Broca – Paúl – Belmomte – Sabugal – Sortelha

DIA 11 | PRAIA FLUVIAL DO MEIMÃO

Junto da Serra da Malcata, numa zona intensamente florestada, chegamos à praia fluvial do Meimão. O espaço é meio privado, com câmaras de vigilância e um café com aldeamento turístico. Os responsáveis disseram que podíamos pernoitar ali sem problema. Dormimos mesmo junto a barragem, num parque de estacionamento com uma vista incrível.

É possível fazer caminhadas e existem alguns barcos para alugar, canoas e gaivotas. Dispõe também de uma piscina flutuante com duas áreas com profundidades diferentes.

Rota: Tomar – Agroal – Cardigos – Gondramaz -Côja – Fraga da Pena – Piodão – Foz d’égua – Poço da Broca – Paúl – Belmomte – Sabugal – Sortelha – Meimão

DIA 12 | ALDEIA HISTÓRICA DE MONSANTO

A aldeia de Monsanto, foi das aldeias de que mais gostámos.  Foi também a aldeia com mais vida onde estivemos, tanto turística, como de locais. Os turistas são maioritariamente espanhóis e visitantes que chegam em excursões (muitos asiáticos). Os locais transmitem muita empatia. Apesar do nome emblemático da aldeia, fazem a sua vida normal e convivem muito uns com os outros nas ruas.

A aldeia destaca-se ao longe, pois fica no alto de uma colina e todo o ambiente envolvente é plano. Mesmo no topo localiza-se o castelo. Para chegar ao castelo é preciso alguma predisposição física – não é que seja um percurso difícil, mas é um pouco íngreme e se for no verão, faz muito calor. A vista do castelo é maravilhosa e muito ampla, vê-se uma área muito grande do território.

Quando caminhamos pelas ruelas da aldeia, ficamos perdidos no tempo. É única e muito singular. Tem pedragulhos por todo o lado, inclusive foram aproveitados para a construção das suas casas. 

Rota: Tomar – Agroal – Cardigos – Gondramaz -Côja – Fraga da Pena – Piodão – Foz d’égua – Poço da Broca – Paúl – Belmomte – Sabugal – Sortelha – Meimão – Monsanto

DIA 13 | IDANHA-A-VELHA E CASTELO NOVO

Já numa área territorial mais plana, chegámos a Idanha-a-Velha, uma aldeia mais pequena e ampla. O seu passado histórico teve uma importância testemunhada pela catedral e pelas ruínas, o que a transforma num pequeno museu ao ar livre. A aldeia tem árvores centenárias, muitas árvores de frutos e moradores com banquinha para venderem os seus produtos regionais.

Castelo Novo é uma aldeia estilo labirinto, que fica no topo de uma colina, com casas muito giras, muitas delas construídas em granito. Tem um castelo diferente, com um passadiço em metal. Na entrada do castelo, tem um ponto de informação turístico, onde pode ir descobrir a história da aldeia.

Cá em baixo, antes de subir para o centro histórico, há uma praia fluvial. A praia é muito natural, com relva para se estar na toalha, sem muitas pessoas e onde pode estar um pouco tranquilo antes de visitar a aldeia.

Rota: Tomar – Agroal – Cardigos – Gondramaz -Côja – Fraga da Pena – Piodão – Foz d’égua – Poço da Broca – Paúl – Belmomte – Sabugal – Sortelha – Meimão – Monsanto – Castelo Novo

DIA 14  | PRAIA FLUVIAL DA QUINTA DO ALAMAL

Depois de Castelo Novo, começamos a descer em direcção à Quinta do Alamal. Passámos pelas portas de Rodão e chegámos à Praia fluvial da Quinta do Alamal. A praia tem uma envolvente única, com vista para o castelo de Belverde. 

Rota: Tomar – Agroal – Cardigos – Gondramaz -Côja – Fraga da Pena – Piodão – Foz d’égua – Poço da Broca – Paúl – Belmomte – Sabugal – Sortelha – Meimão – Monsanto – Castelo Novo – Quinta do Alamal

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