#5 Aldeias do Xisto – de encantar

No centro de Portugal, no interior, entre Coimbra e Castelo Branco o território é essencialmente formado por montanhas de Xisto. Com as pedras de Xisto das montanhas, os nossos antepassados, construíram aldeias muito características e com uma identidade única. A maioria fica mesmo localizada no topo dessas montanhas. Neste artigo vamos dar a conhecer, 5 das aldeias que mais gostámos e mais nos encantaram. São todas totalmente em Xisto e a maioria sofreu obras de restauro e requalificação. Algumas parecem saídas de filmes.

#1 – aLDEIA DO PIODÃO

O Piodão é das aldeias mais conhecidas de Portugal, com tanto mediatismo, iamos com algum receio que não correspondesse  ás expectativas. Mas não.. foi precisamente o contrário. Tínhamos vindo de uma cacata, chamada “Fraga da Pena” pelas montanhas da Serra do Açor, com vistas deslumbrantes, quando mudámos de direcção, para começar a descer a Serra e somos surpreendidos ao ver a aldeia ao fundo. 

A casinhas todas sobrepostas, umas em cima das outras, em tons de castanho, com as suas portas e janelas em azul e branco. A aldeia tem dois restaurantes, uma igreja matriz e um ponto de informação, onde pode adquirir algumas curiosidades e história. A aldeia também dispõe de uma praia fluvial, muito agradável e onde se respira tranquilidade.

#2 – ALDEIA DE gONDRAMAZ

Chegar à aldeia de Gondramaz, com a carrinha foi um desafio, não só porque fica mesmo no topo da montanha, mas também, porque estava uma grande neblina e tempo húmido.

Esta aldeia veste-se de Xisto, da cabeça aos pés. Não é muito grande, mas o suficiente para nos levar a um mundo de fantasia. As janelinhas com flores, as figuras de arte que se encontram por todo o lado, o xisto nas paredes, no chão, por todo o lado.

Quando chegamos à aldeia temos um poema de Miguel Torga, que nos recebe com doces palavras: “A vida é feita de nadas: De grandes serras paradas; À espera de movimento; De Searas onduladas pelo vento. De casas de moradias, caídas e com sinais, De ninhos que outrora havia nas Beiras; De poeira, de sombra de uma figueira; de ver esta maravilha: meu pai a erguer uma videira, como uma mãe que faz uma trança à filha”

#3 – ALDEIA DA CERDEIRA

A aldeia da Cerdeira, fica mesmo na Serra da Lousã. Depois de passármos a vila da Lousã, iniciou-se o nosso trajecto sempre a subir, em busca das aldeias do xisto que se encontram nesta zona e próximas umas das outras.

Quando vimos a placa da aldeia da Cerdeira, deparámo-nos logo a seguir com uma subida muito íngreme e a informação de que a aldeia ficava a 1,5Km. Não quisémos submeter a nossa autocaravana a um esforço ainda maior e decidimos ir a pé.

A aldeia vista de longe é muito bonita e encantadora. Começamos a andar no passeio de pedra.. a explorar o cada cantinho que a aldeia tinha para nos oferecer. Tudo muito organizado e restaurado com bom gosto. A única parte negativa é que os moradores são muito poucos e acabamos por estar num local maravilhoso, mas quase deserto, sem alguém que faça parte das histórias entre aquelas paredes

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#4 – ALDEIA DE CANDAL

A aldeia de Candal, deve ser possívelmente a mais avistada, pois fica mesmo ao lado da estrada nacional. Está enquadrada numa envolvente muito bonita e com muita flora. 

Quando se pára na nacional, nem se percebe bem, mas lá está ela.. no alto da colina, toda em Xisto e a transmitir a paz, tranquilidade e ar puro, como quase todas que aldeias serranas.

#5 – ALDEIA DO TAlasnal

A Aldeia do Talasnal é talvez das mais procuradas, quando se faz uma visita à Lousã, devido à sua próximidade da vila, por uma caminhada pedestre.

Quando entramos na aldeia, começamos a andar por uma rua principal e inclinada, que nos redirecciona para outras ruelas, umas mais apertadas que outras e que dão uma vontade enorme de descobrir e explorar.

É totalmente em Xisto e foi também restaurada. Como fomos de carro, esta foi a última que visitámos. Apesar de termos visto um número considerável, ainda se conseguem superar umas ás outras e vermos sempre coisas novas. Num ambiente muito natural.

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