Roteiro de 7 dias pela Costa Vicentina de autocaravana/van

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Número de pernoitas
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Número Kms percorridos

Neste artigo vão poder ler um roteiro de 7 dias pelo Sudoeste Alentejano/Costa Vicentina . Saímos de Lisboa em direcção à Comporta, descemos para Sul em direcção a Sagres, depois Lagos e voltámos a subir para Lisboa. Pelo que se pensarem em fazer este trajecto, podem fazer da ordem que entenderem, nós optámos por dividir o trajecto em dois, mas podíamos ter ido até Lagos, e voltado directos para Lisboa.

Esta é uma viagem que já há muito queríamos fazer, e apesar de considerarmos ser pouco tempo (sim, podíamos ficar semanas a explorar a nossa linda costa), pensámos que mais vale ir mesmo que não sejam muitos dias, do que não ir, de todo.


Na verdade, ficamos surpreendidos com a nossa área costeira, que tão belas praias tem. Como não são assim muitos kms de costa, sete dias, ainda rendeu uma boa viagem. Foi muito intensa, porque andámos sempre a saltitar de vila em vila, e praia em praia, mas deu para ficarmos a conhecer inúmeros sítios lindos de Portugal, este país pequenino com tanto para conhecer.

Escolhemos o mês de Setembro, porque não gostamos muito de confusões e se pudermos, evitamos. Apanhámos um tempo muito agradável, com temperaturas a rondar os 28/30 graus, nunca excessivamente calor ou frio, o que é óptimo quando se viaja de autocaravana, temperaturas amenas é o ideal. Também a nível de estacionamentos nunca nos aconteceu chegar a uma praia e não ter lugar, estacionávamos sempre “a porta” da praia.

autocaravana

O Litoral de Portugal é cada vez mais procurado por autocaravanistas de toda a Europa e isso foi notório na nossa viagem. Quase não vimos autocaravanas portuguesas, vimos imensas alemãs, francesas e espanholas. Também muitas vans, carrinhas mais alternativas.. o pessoal de outros países tem mais liberdade que nós quando se trata da transformação de veículos e fazem coisas muito engraçadas.

Andámos grande parte do trajecto no Parque Narural do Sudoeste Alentejano e da  Costa Vicentina, sendo que aqui é proibida a pernoita, quer esta seja numa autocaravana, carro, van, tenda… Clica aqui para saberes onde podes parar, estacionar e pernoitar de autocaravana/van.

A maioria das vezes dormimos mesmo junto das praias, em parques de estacionamento com outras vans, ou em locais mais isolados.

Tentámos causar o menor impacto possível ambiental e não interferir com a liberdade de ninguém. Há sítios sem pessoas onde nos podemos dar ao luxo de tirar as cadeiras e mesa e comer no exterior; e há aqueles sítios com mais pessoas ou carros e que devemos respitar. Guardamos todo o lixo que fazemos, reciclamos e tentamos não pisar plantas quer com a carrinha, quer com os pés.

As águas sujas tem que ser despejadas nos sítios próprios, que no nosso trajecto apenas encontrámos um gratuito. No intermarché de Sagres, existe uma ESA, onde se pode despejar as águas sujas, as águas da sanita e encher o deposito por 2€ – 100lts.

Dia 1: Lisboa – Comporta

Saímos de Lisboa já a meio da tarde e seguimos em direcção à Comporta. Na praia há um estacionamento que não é permitida a entrada a autocaravanas, com uma cancela, mas haviam algumas estacionadas do lado de fora, que foi onde pernoitamos.

A praia da comporta foi o nosso ponto de partida de uma viagem até ao sul do nosso Portugal, sempre pela Costa. A Praia é enorme e muito agradável.

Coordenadas : 38°22’56.8″N 8°48’01.4″W

Dia 2: Comporta – Sines – São Torpres – ilha do Pessegueiro – praia do malhão – V.N Mil Fontes

No dia 2 acordámos na Comporta e seguimos em direcção a Sines. Já tínhamos aqui estado num dos festivais que mais gostamos de ir em Portugal, o FMM. A vila é muito airosa e a praia faz o género de uma baía, onde se encontra o porto de Sines.

“Fugimos” da Comporta porque estava imenso vento, mas em Sines, como a praia faz um genero de baia, rodeada pela vila, o porto e a enconsta do castelo, estava-se muito melhor.

Em Sines há uma praia que dizem ter água quente, São Torpes. Passamos por lá, para meter o pé na água, mas estava longe de estar quentinha. De São Torpes até Porto Covo existem muitas praias ‘escondidas’, que nem sempre se vêm da estrada. Nós apenas parámos na da Samoqueira à subida, mas podem tentar uma das outras, devem valer certamente a visita..

Depois de São Torpes, parámos na praia da ilha. Uma praia muito agradável, logo a seguir à vila de Porto Covo. A praia é limpa, não tinha muita gente e tem uma bela vista para a ilha do pessegueiro. Para pernoitar de autocaravana pensamos não ser muito recomendável, pois tem uma placa a proibir autocaravanas ( e está dentro do P.N.S.A.C.V.)

Como estava muito vento, acabámos por não ‘fazer praia’ na praia da ilha do pessegueiro ( fomos na subida), e continuámos para a praia do Malhão, uma praia que nos tinham falado que era porreira para pernoitarmos de carrinha. Para chegar é preciso fazer 2 km de estrada em gravilha, mas nada de especial. A praia é muito bonita, tem muito espaço de estacionamento e casas-de-banho.

Como já dissemos, este dia estava muito ventoso, pelo que acabámos por ir dormir a Vila Nova de Mil Fontes, aproveitámos para ver um pôr-do-dol muito bonito no miradouro na ponta da vila e fomos dormir à praia das Furnas, um local que tem uma placa a proibir a pernoita, mas mesmo assim resolvemos estacionar. 

Sinais deste género, em zonas com grandes parques de estacionamentos, onde não incomodamos rigorosamente ninguém, optamos por ignorar. Estavam mais 2 ou 3 autocaravanas e dormimos sem problema.  No entanto, há um descampado na vila onde é permitida a pernoita.A praia é uma das nossas favoritas. O rio Mira desagua nesta zona, o que dá uma envolvência muito bonita a estas praias, em especial a esta.

 Coordenadas : 37°43’09.8″N 8°46’53.8″W

 

Dia 3: Mil Fontes (Furnas) – Praia da Almograve – Praia da Amália – Praia de Odeceixe

Acordámos na praia das Furnas e estava um dia perfeito de praia, à hora do almoço passámos na praia de Almograve, uma praia muito simpática a 15 km de Vila Nova de Mil Fontes. 

De seguida, fomos a uma praia que nos recomendaram e que acabaria por ser uma das nossas favoritas, a praia da Amália ! Entre estas duas praias, fica a Zambujeira do Mar, uma vila muito bonita com uma praia muito porreira também, mas como já lá passámos muitas vezes, acabámos por só ir ver a praia e seguir viagem.

A praia da Amália fica ao pé de Brejão. Para lá chegar, é necessário fazer a estrada que liga esta localidade à praia das azenhas. No caminho quando virem um girassol, virem à direita até chegarem a um beco com carros estacionados.

De seguida é preciso fazer um trilho muito bonito, meio ‘tropical’ e passar por um pequeno túnel de vegetação. O caminho é complicado para carrinhos de bebé e pessoas com mobilidade reduzida.

 

Coordenadas : 37°28’51.7″N 8°47’25.5″W

 

Depois de termos passado uma bela tarde na praia, fomos para Odeceixe, um dos locais que mais gostámos de estar na costa vicentina.  Pernoitámos na parte Norte da praia, onde deviam estar umas 20 autocaravanas/vans estacionadas. A pernoita aqui não é permitida, pois está dentro do Parque Natural do Sw. Alentejano e Costa Vicentina mas resolvemos ficar e não houve qualquer problema. 

A praia por si só é muito peculiar, com o rio Seixe a desaguar na praia e a dar uma envolvência muito bonita ao local. Para quem não tiver chuveiro na carrinha, existe uma casa de banho com chuveiros no cimo das escadas que ligam as casas à praia.

Aqui foi o único sítio que vimos a GNR. Não levantaram autos, mas bateram à porta de algumas autocaravanas/vans que tinham “estendal” montado, cadeiras, mesas…

Coordenadas : 37°26’29.0″N 8°47’42.0″W

Dia 4: Odeceixe – Praia da Arrifana – Praia da Bordeira – Praia do Amado – Sagres – Praia da Boca do Rio

No terceiro dia, acordámos em Odeceixe, fomos à praia e de seguida fomos almoçar à praia da Arrifana, num local lindo com uma vista panorâmica para a praia e para a linha da costa.

Depois de almoço seguimos para a praia da Bordeira e para a praia do Amado, a da Bordeira virámos só porque sim e acabou por ser uma das que mais gostámos. Um areal enorme, com passadiços do lado Sul da praia para podermos admirar a vista.

Quando chegámos á Praia do Amado, deparamos-nos com  dezenas de autocaravanas e vans, a praia também é porreira mas é provavelmente das mais movimentadas a que fomos nestes dias.

Depois de darmos um mergulhos, seguimos para Sagres, onde aproveitámos para despejar as águas sujas no Intermaché. Foi o único local gratuito para o efeito que encontrámos, para encher o depósito das águas é necessário pagar, 2€= 100L.

Passámos de ‘raspão’ em Sagres, demos uma vista de olhos às praias  pelas Falésias e seguimos para a praia da Boca do Rio. 

Coordenadas :37°04’00.4″N 8°48’35.3″W

Dia 5: Praia da Boca do Rio – Sagres – Praia do Barranco

Acordámos na Praia da Boca do Rio, uma praia muito calma, sem muitos lugares de estacionamento, com vacas a pastar nos campos… um ambiente muito agradável.

A ideia era irmos só até Sagres, mas acabámos por dar um saltinho a Lagos. Foi engraçado porque sente-se mesmo que ‘chegámos ao Algarve’ quando se entra na zona de Lagos, muito mais turistas, aldemanentos turísticos, pouco lugar para estacionar.. não é bem o que gostamos quando estamos numa autocaravana mas a visita à praia compensou. É totalmente diferente das que tinhamos visto até agora. 

Embora tivéssemos vontade de continuar em frente pela costa Algarvia, decidimos voltar para trás e guardar este bocado da costa portuguesa para uma próxima viagem.

Falaram-nos de uma praia muito porreira nesta zona para estar de carrinha, onde o pessoal costumava acampar com tendas na praia, praia essa que até à uns anos era chamda da ”Praia Hippie”. Isto deve-se ao facto de a praia não estar sinalizada e ser preciso fazer um caminho de 5km em terra batida para lá chegar, o que faz com que nem todaa gente frequente esta praia e tenha-se vivido ao longo dos anos um clima mais alternativo.

A verdade é que encontrámos uma praia realmente diferente, com pessoas a acampar na praia, com o género de fortalezas com pedras umas em cima das outras; a dormir no carro, na vegetação… tudo estrangeiros, todos muito simpáticos. A praia em si fica num género de baía e é muito bonita. O espírito que se vive é realmente livre e com uma vibe muito boa, com pessoas a tocarem instrumentos até ao anoitecer. Para chegar aqui não sigam o caminho do GPS, nós seguimos e  acabámos a fazer uma estrada horrível, como nunca fizemos na vida, apenas possível para 4×4 ou carrinhas altas sem amor aos triângulos, eixos, pneus… 

Para chegar à praia é necessário, como quem vem de Sagres para Lagos, virar à direita no semáforo da Raposeira, e depois de passar no restaurante, virar à direita pelo caminho de terra batida.

Coordenadas : 37°02’36.1″N 8°53’44.2″W

Costa Vicentina
Costa Vicentina
Costa Vicentina

Dia 6: Praia do Barranco – Cabo Sardão 

Da praia do Barranco, seguimos em direcção a Lisboa. Parámos em Odeceixe novamente, para almoçar e seguimos em direcção ao Cabo Sardão

No inicio da viagem como estava muito vento, preferimos deixar este destino para o regresso, e ainda bem, que não houve melhor forma de nos despedirmos desta pequena viagem pela Costa Vicentina, se não, num dos melhores spots que já parámos de autocaravana. 

Percorremos um caminho de terra batida, na falésia e parámos onde nos pareceu melhor. A vista era deslumbrante. 

Coordenadas : 37°35’51.3″N 8°48’58.0″W

dia 7: Cabo Sardão – Porto Covo – Samoqueira – Lisboa

No dia 7, o último dia da viagem, levantámo-nos cedo e viajámos até Porto Covo, relativamente perto. Almoçamos na vila e seguimos para a praia da Samoqueira.

A praia da Samoqueira já tínhamos visto na descida, mas como achámos uma praia muito bonita, resolvemos parar por lá, tomar um último banho de mar e ver o pôr-do-sol.

Chegámos a casa já de noite, mas muito satisfeitos com a viagem que fizemos. Conhecemos praias lindas, estava calor mas não em excesso, as praias não estavam a abarrotar de pessoas, os estacionamentos tinham imensos lugares, vimos muitos pôr-do-sol no mar e soube muito bem aproveitar estes dias na nossa casinha sobre rodas, a nossa Sunshine.

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