Rabat | O que visitar na capital de Marrocos

Rabat foi a nossa primeira grande paragem em Marrocos e foi das cidades marroquinas que mais gostámos.

Para além de ser a capital do país e residência da família real e ter consequentemente um ‘outro ar’, não tem muitos turistas, o que fez com que conseguíssemos ver mais os marroquinos na sua vida normal e estar um pouco mais descansados sem estarem sempre a perguntar se precisamos de alguma coisa ou se queremos comprar isto e aquilo como em Marraquexe ou Fez.

O que ver em Rabat

Mais do que sítios e monumentos para ver, o que gostámos em Rabat foi a atmosfera geral da cidade, a juntar ao locais de interesse histórico, à proximidade do mar e à pouca quantidade de turistas, faz desta uma óptima cidade para o inicio de uma aventura por Marrocos.

A Medina

A Medina de Rabat é relativamente pequena quando a comparamos com as de Fez ou Marraquexe mas nem por isso deixa de ser interessante, é muito menos confusa e tem muito mais espaço do que as medinas que visitámos nas restantes cidades imperiais marroquinas.

Um dado curioso é que a Medina era tudo o que havida na cidade até à chegada dos Franceses em 1912, tudo o resto surgiu depois ( como é comum em muitas cidades marroquinas).

Tem dois lados para o mar e uma grande parte da medina ainda tem as muralhas a rodeá-la.

Dentro da Medina é possível encontrar os habituais ‘Souks’ ( mercados), a vender todo o tipo de produtos,  muitas lojas a vender produtos marroquinos, como especiarias, peles, artigos de decoração, entre outros, e alguns sítios para comer.

Esta foi a nossa primeira refeição em Marrocos e cometemos logo um erro, que foi sentar sem perguntar o preço.. No fim acabámos por pagar 14 €, a nossa refeição mais cara da viagem. Isto nem era bem um restaurante, eram apenas uns marroquinos com um grelhador na rua e uma ‘meia’ cozinha numa garagem aberta.

Estava bom mas deveria ter custado bem menos que 10 €, pelo que a partir dai perguntámos sempre o preço antes de consumirmos alguma coisa.

Avenida Mohammed V

Esta é uma das principais avenidas da cidade e liga a Medina à ”Ville Nouvelle” (cidade nova). A avenida tem alguns bancos, cafés e serviços públicos, bem como a estação de comboios.

No final encontra-se a Mesquita de Assounna, cuja entrada é proibida a não-muçulmanos.

Torre Hassan I

A torre Hassan I é um minarete incompleto que foi iniciado em 1195 pelos Almohads e que se tivesse sido completada, seria o segundo maior minarete do mundo, na altura. Foi feito para comemorar a vitoria sobre os Espanhóis Cristãos em Alarcos

O minarete foi fortemente afectado pelo terramoto de 1755 que deitou abaixo o tecto do átrio principal, mesmo  Hoje em dia, mesmo incompleto ainda impressiona pelo seu tamanho e pelos pormenores, que se relevam observando com cuidado as 4 faces distintas.

Mausoléu de Mohammed V

Do outro lado da Torre Hassan I está o Mausoléu/Mesquita Mohammed V.

Mohammed V foi um sultão/rei que liderou Marrocos entre 1927 e 1961 e que ficou associado à independência Marroquina da França em 1956 devido aos seus esforços em prol do nacionalismo Marroquino. Por isso é muito comum haverem nomes de ruas e de estabelecimentos públicos com o seu nome.

No Mausoléu está sepultado o rei marroquino e os seus 2 irmãos. O edifício embora recente (1971), tem uma arquitectura muito bonita, com tons de azul e verde e com muitos pormenores. 

Chellah

Chellah é um local arqueológico onde é possível observar as ruínas da cidade antiga Merindia, no livro que comprámos para usarmos como guia na nossa viagem diz que este é um dos locais históricos mais bem conservados em Marrocos, infelizmente quando chegámos já estava fechado e decidimos deixar para uma próxima visita. De qualquer das maneiras é possivel admirar o seu belo portão.

Kasbah do Oudaias

O Kasbah de Oudaias é uma das zonas mais antigas da cidade e foi a cidadela de várias ‘dinastias’ que no passado que governaram a cidade. O portão principal, Bab Oudaia (na imagem abaixo) está praticamente no estado original e ainda conserva a traça antiga.

No interior existem 1 ou dois restaurantes, algumas lojas de artesanato e casas. Existe um café com uma vista sobre o rio, mas infelizmente fomos de noite e estava a fechar. 

Passear junto ao rio Bu Regreg

Visitámos Rabat no fim-de-semana e no final da tarde demos um passeio muito agradável junto ao rio. O paredão estava muito movimentado, com muitas famílias, casais  a passear e muitos vendedores de ‘comida de rua’, a venderem sumos e pequenos snacks. o paredão fica entre a Torre de Hassan I e o Kasbah de Oudaias.

Caminho pedestre por estes locais

Este foi basicamente o caminho que fizemos, são +/- 10km que passam por todos os locais que falámos acima, estacionámos o carro num parque de estacionamento mesmo ao lado do Kasbah de Oudaias ( 34º01’45.4”N 6º50’01.9”W), o preço são 3DH/H (+/-0.30€), as autocaravanas podem estacionar mas não podem pernoitar.

Como chegar

Existem várias maneiras de chegar a Rabat, para quem for de carro está a cerca de 300km de Tânger. Nós fizemos estes km praticamente todos pela Autoestrada de maneira a poupar um pouco de tempo.

Para quem for de avião, pode sair directamente em Rabat ou em Marraquexe ( +/- 350km) que são possíveis de fazer em autoestrada também.

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